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terça-feira, 25 de maio de 2010

Um presente de aniversário, infinita felicidade! Amo tu Rutinha , minha amiga, minha irmã...

A minha preta escreveu para mim hoje, meu aniversário. Ao ler as lágriamas caíram, mas como não cairiam, muito lindo, tudo. Sei que não sou tudo isso, mas fico feliz que ela em especial pense isso de mim. E tudo, mas absolutamente tudo que ela desgnou a minha pessoa, transfiro de volta a ela. A amo, a amo infinitamente, com tudo que há em mim...

Amiga...

Pessoas como você, não se define, mesmo que algumas pessoas chamem de amiga, ou filha, ou neta, ou sobrinha, ou "dita cuja", ou irmã, enfim, isso são apenas tentativas de encaixá-la dentro do que alcança a racionalidade humana, que de tão limitada sempre precisa de significações, rótulos, traduções. Não dá definir pessoas como você, pq simplesmente não existem palavras para tal intento.

Pessoas como você, apenas se auto-definem, são “auto-definíveis”, são o que são, sem explicações, sem "signos", sem rótulos. São verdadeiramente pessoas/humanas, no sentido mais sublime de ser e existir.

Mas se é pra definir, que seja:

Você é verdadeiramente linda...

Lindamente verdadeira, fiel, leal...

Intensamente sensível, honesta, corajosa...

Incrivelmente inteligente, poderosa, valiosa...

Insubstituivelmente amiga, filha, pessoa...

Sabiamente sutil, sincera, generosa, humilde...

Ama amar, ama o amor, ama o amado, ama ser amada, e acredite, é. De diferentes, formas, jeitos, por diversas pessoas (inclusive por mim).

E se fosse para rotulá-la, colocaria em você, o rótulo de minha irmã, minha irmã branca,

De alma, de espírito, de vivências, de segredos, de vida.

Amo você com todos os sentimentos que há em mim, e fazendo assim ser recíproco, enquanto em mim eles existirem.

Parabéns!

Te amo-te!

Da Preta ( vulgo Ruth).

terça-feira, 18 de maio de 2010

não sei

não sei,

é uma lembrança,
uma saudade...
um silêncio que fala
uma fala que cala,
sei não!
só pode ser...
estado,
estado de bem querer....

Escrito por Cicinha Andrade em 18 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Nossa Lente

Com que lente eu olho? Com que lente eu vejo? E o que eu consigo enxergar?

A nossa lente na perspectiva aqui apresentada são nossos referenciais, aquilo que aprendemos no decorrer de nossa formação, de nossas vivências. Entretanto, isso não significa que olhamos para as coisas, para o mundo com olhar descontaminado. Pelo contrário, podemos apenas estar vendo-as sem conseguir de fato enxergá-las.

O mundo ideologizado a que estamos sujeitos condiciona excessivamente a nossa forma de percepção. De maneira, que podemos olhar para as coisas e acharmos que a idéia que temos delas é coerente, isso é algo normal. Mas devemos refletir sobre o porque de as compreendermos de tal forma, pensar sobre o que está por trás.

A idéia de lente contaminada não cabe somente a pessoas ditas “não esclarecidas” ideologicamente. Numa reflexão minha, penso eu, que até mesmo nós os tidos intelectuais em potencial às vezes nos envenenamos com certas coisas. O mundo comum é parte da gente, estamos todos imbuídos e dissolvidos nele. Teorias sociais são apenas formas pelas quais buscamos interpretar contextos. E essa interpretação é limitada, ao passo que apenas pode ser aproximar da realidade estudada, nunca estabelecer uma verdade. Nessa interpretação acompanha todas as nossas dificuldades de compreensão, porque para entender as coisas, a cultura, temos que saber lidar com duas situações contrárias, a empatia e apatia, não é só olhar como se fosse um deles (nativo da cultura em questão), o que a meu ver é impossível, não tem como nos desvincularmos completamente do nosso mundo. Mas tentar manter um equilíbrio entre as duas situações. Somos muitas vezes os que vieram de fora, os que vêem com outros referencias, olhamos as coisas com lentes específicas, não por isso, melhores.

Ver, olhar, enxergar são três coisas próximas e distantes. Pode-se muito bem olhar para dadas coisas e não conseguir vê-las, e vê-las sim, mas numa perspectiva de meramente reconhecê-las, e não conseguir enxergá-las numa propensão de percebê-las, de compreender seus significados mais profundos .Entretanto, cada um enxerga aquilo que seus referenciais condicionam. Julgá-los se certos ou não é uma questão um tanto emblemática, principalmente, devido a teoria do relativismo(rs), em que tudo é questão de ponto de vista. Legal isso! Não existe uma verdade única a ser mostrada, não pode haver, pois, um discurso universal. Mas, não é somente essa a questão aqui. O que chamo a atenção é para até que ponto compreendemos realmente as coisas. Até que ponto não somos mais um ideologizado ou deseologizado em função de alguma coisa, de dados interesses que não os nossos?Até que ponto não somos prisioneiros de nós mesmos?Até que ponto não somos “cegos saudáveis”?

Às vezes penso eu que um olhar crítico sobre o mundo, não seja o suficiente para ser consciente, pois mesmo conscientes podemos ser incoerentes. Porque o que pode ser entendido de tal forma, pode não ser. Acredito muito também na sensibilidade, pois ela nos permite, não só enxergar as coisas, vai muito além, faz-nos sentí-las.

São apenas reflexões, podem ser absurdas, não sei, você decide!


Escrito por Cícera Andrade ( Cicinha) em 11 de maio de 2010.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Porque do tentando ser dierente?

Quando esse blog foi criado eu estava entre segundo e terceiro semestre do curso de ciências sociais, não sei ao certo, pois tivemos uma greve de 3 meses. Acredito terem sido esses três primeiros momentos, o período de minhas maiores crises dentro do curso, inicialmente com as disciplinas de introdução a filosofia, antropologia cultural nem tanto, mas epistemologia das ciências sociais, sem dívida muito, todas adoráveis. Aqui muitos conceitos, ou preconceitos dogmas foram derrubados. É incrível como eu olho para mim hoje e percebo o quanto que eu mudei, o quanto me tornei um ser humano melhor, mas isso é um ponto de vista de mim sobre mim, não sei, pode ter pessoas que achem que decaí, sei lá!

Nesse sentido, o tentando ser diferente vem exatamente com a perspectiva de compartilhar sobre esse progresso, progresso no sentido humano e que vou conquistando no decorrer de minhas reflexões ou de reflexões de amigos muito queridos, sejam teóricas ou não, mas que passam a siginificar muito para mim.
Então aqui estou eu, tentando ser diferente nos sentido de buscar compreender as diversas formas de manifestações humanas bem como suas significações, e a partir disso criar e mim e tentar disseminar o respeito para com elas. A idéia é perceber o espeço social como espaço de diferença, em que todos sem excessão tem o direito de ser o que é.

Na verdade, eu estou senão construindo uma identidade, reformulando-a, ressignificando-a, com certeza com valores muito mais fortes, já que estão pautados no respeito mútuo. E como isso é um processo, de fato não sou o mais aberto dos seres humanos para aceitar tudo como normal, não é isso, o princípio aqui é que mesmo no estranhamento eu possa buscar familiarizar as coisas, para que assim eu possa compreender contextos, questioná-los quando ultrapassarem o limite da justiça, não aquela baseada em leis, mas outra, a que se fundamenta sobre a idéia do humano, mas isso passa a ser uma discussão filosófica, qual também tenho apreço.

No mais, de certo que meu blog está meio bagunçado, ficou praticamente desativado por muito tempo, mas esse pode ter sido o tempo necessário para novas reflexões, até porque, ele está passando a ser um reflexo de mim, onde compartilho meus pontos de vista, meus gostos, minhas reflexões, ainda que muito teóricas, mas fazer o que, sou estudante de Ciências Sociais, já incorporei essa identidade.

Escrito por Cicinha Andrade em 05/05/10

terça-feira, 4 de maio de 2010

Amor antropológico

Amor antropológico

Quero um amor ritualístico
Que é pra se manter vivo
Que me deixe fascinada, encantada
Em que o beijo seja rito,
O abraço infinito
O desejo incansável
O silêncio, texto lido
recitado...

Quero um amor antropológico
em ritual, não elaborado
Quero vício exagerado,
Diálogo parafraseado.
Quero ler rito vivido,
Interpretar sentidos...

Quero um amor antropológico,
Um amor complementar,
Em que eu possa me olhar
E noutra lente me enxergar....

Escrito por Cicinha Andrade em 03/05/10

sábado, 1 de maio de 2010

Sociologia do amor

Encontrei lendo sobre a sociologia do amor, muito interessante, uma nova paixão!!!

"Que coisa era o amor para que eu o amasse assim? O amor é
escrever-me, transcrever-me, traduzir-me, colocar-me.
É pegar em mim e pôr-me ao mesmo tempo dentro e fora de mim; é reconhecer outra pessoa, trazê-la, reescrevendo-a e pô-la dentro e fora de si, e tudo se encontrar. E o tempo? O tempo no tempo. E o lugar? O lugar no lugar."