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sexta-feira, 23 de abril de 2010

"No tu o eu se vê"!

"No tu o eu se vê"
curioso, né?

Essa pequena frase maluca até, tem um significado enorme para mim. Quem é de Ciências Sociais não estranha, foi lá no universo de CISO que a conheci. Ela está em tudo que é meu, no meu discurso, na minha escrita, na minha vida.
Foi na disciplina de teoria antropológica II que eu me apaixonei pelo Martin Buber, pela relação Eu e Tu, qual ele faz uma belíssima reflexão.
A partir dessa obra, ele descreve a vivencia relacional do ser humano, em que o eu está para o tu assim como o tu para o eu, ou seja, num emaranhado de relações, pois no olhar do tu o eu se reconhece, e vice-versa. Sendo em um feixe de relações, que o homem tende a criar novos laços e personificar essas relações. Através do tu o eu se encontra, e na expressão maior de sua identidade, sem a uniformidade, o eu encontra no tu a própria revelação e atualização, a auto-refletividade.
Nesse sentido, a partir da sua obra, com esse livro, Buber recoloca uma questão antropológica séria, isto é, do lugar da pessoa dentro da sociedade e como complementaridade. De fato, o ser humano é uma substancia incompleta, e no outro encontra todas as prerrogativas de uma vivencia equilibrada. No tu o eu se vê, ou melhor, se entrever, pois o olhar me desmistifica de mim mesmo, pois a alteridade que o outro representa ajusta o meu eu através desse tu.
Está vendo porque aderi a tal filosofia, tem coisa mais linda para ser dita, para ser pensada?

"No tu o eu se vê", traz uma reflexão incrível, permite que nos vejamos em um grande emaranhado de relações necessárias, faz-nos pensar sobre nós a partir do outro, sobre o nosso reconhecimento enquanto ser singular em meio a pluralidade, multiplicidade. De forma que ao passo que produz alteridade, reconhecimento, promove o respeito, respeito ao outro, respeito a si!

À Buber,
meu muito obrigada por ter existido!!!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Teia 2010

Trata-se aqui de um relato de uma experiência incrível, o Teia 2010, qual participei, enquanto membro do grupo Coletivo Camaradas, grupo que vem realizando um bom trabalho na região do Carri como também em outros espaços no Brasill. E que tenho um imenso orgulho de poder contribuir com tão admirável trabalho, ainda, que de forma, vou dizer, precária, rs. Mas é que ser estudante de Ciências Sociais apaixoanda, exige muito!!! Mas quando posso tô lá, tô junto, junto com os camaradas que me enchem de orgulho.

O Teia, uma experiência que eu tive!

O grande acontecimento que é o TEIA, evento antes de qualquer coisa plural identitário, é um espaço em que significados são revelados, em que a diferença é realmente identidade e diversidade cultural. É onde se manifesta o mais singular e também o mais plural do que é cultural. É uma rede, uma grande rede de significados múltiplos interligados por sentidos.

Participar de tal evento, foi uma experiência única, principalmente porque, enquanto, estudante de ciências sociais o próprio substantivo teia já se faz muito atrativo. Teia significa dentro de uma abordagem social, cultura. De forma que as ciências sociais, são as ciências da cultura. Sendo que seu estudo tem não por finalidade, mas por objetivo interpretar esta de acordo com os sentidos apresentados nas suas manifestações, nas práticas sociais.
Nesse sentido, os grupos que se apresentaram, composto por sujeitos em particular, trouxeram consigo uma identidade, uma identidade que é sua, representada, seja pela estética, pelos gostos, pelos seus interesses políticos entre outros mais. Realmente o evento Teia mostrou as caras do Brasil, um Brasil altamente heterogêneo, presente em um único espaço, espaço social, porque significativo.

Em relação a participação do coletivo camaradas, apresentado principalmente dentro do contexto dos movimentos sociais, não está este alheio ao que foi explanado até o momento. Nossa participação e apresentação possuíram caráter identitário político/social, portanto, artístico/cultural. A construção do trabalho (o parangolé gigante), em que tivemos grande participação do público do teia 2010, mostrou desde o início nossa intenção, mostrar que arte é vida e que se faz dentro de contextos sociais, que faz parte do cotidiano das pessoas, que a arte não precisa ser absurdo para ser arte, tem somente que se fazer dentro do que é social, portanto o que é humano.

Foi sem dívida, um trabalho curioso para o público presente, e por isso mesmo tão relevante e chamativo. Junto com a construção do parangolé e as demais intervenções, percebo que o grupo finalmente mostrou seu interesse, mostrou sua cara, para que foi, mostrou o que somos, quem somos, nossa identidade, uma identidade político/social.Todo o processo foi movido por muita emoção, o cortejo, nossa apresentação foi incrível. Foi lindo ver o povo participar junto com a gente, ver tantos fleches, tanto entusiasmo. Não só conseguimos obter o que pretendíamos, fomos além, além do que o povo presente podia esperar.

De fato, foi um trabalho curioso até mesmo para mim, e por isso tenho orgulho de ter feito parte. Podemos dizer agora, que temos uma identidade reconhecida em um espaço de múltiplas identidades, que estivemos, estamos e somos uma teia de uma teia maior de significação humana.

Cícera Andrade,
estudante de Ciências Sociais da Universidade Regional do Cariri e integrante do Coletivo Caamaradas.

escrito em 02 de abril de 2010.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Felicidade


A felicidade é algo que se eterniza naqueles momentos bons que a gente leva pelo resto da vida.
Não adianta querer ser feliz o tempo todo, não é possível, e mais, nós seres humanos devemos aprender a lidar com tudo. Filosoficamente, vivemos em uma luta de contrários, e é essa que gera equilíbrio, harmonia. Alegria/tristeza fazem parte da vida!

Por isso, eternizo momentos felizes, e estes nem são tão raros na minha vida. Não busco absurdo pra ser feliz, sou feliz absurdamente...

Cicinha Andrade em 13 de abril de 2010.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Nada como viver dias normais em perspectivas diferentes

É isso,
Cada novo dia,
Um novo tempo.
Cada novo tempo,
Um novo dia!!