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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Teia 2010

Trata-se aqui de um relato de uma experiência incrível, o Teia 2010, qual participei, enquanto membro do grupo Coletivo Camaradas, grupo que vem realizando um bom trabalho na região do Carri como também em outros espaços no Brasill. E que tenho um imenso orgulho de poder contribuir com tão admirável trabalho, ainda, que de forma, vou dizer, precária, rs. Mas é que ser estudante de Ciências Sociais apaixoanda, exige muito!!! Mas quando posso tô lá, tô junto, junto com os camaradas que me enchem de orgulho.

O Teia, uma experiência que eu tive!

O grande acontecimento que é o TEIA, evento antes de qualquer coisa plural identitário, é um espaço em que significados são revelados, em que a diferença é realmente identidade e diversidade cultural. É onde se manifesta o mais singular e também o mais plural do que é cultural. É uma rede, uma grande rede de significados múltiplos interligados por sentidos.

Participar de tal evento, foi uma experiência única, principalmente porque, enquanto, estudante de ciências sociais o próprio substantivo teia já se faz muito atrativo. Teia significa dentro de uma abordagem social, cultura. De forma que as ciências sociais, são as ciências da cultura. Sendo que seu estudo tem não por finalidade, mas por objetivo interpretar esta de acordo com os sentidos apresentados nas suas manifestações, nas práticas sociais.
Nesse sentido, os grupos que se apresentaram, composto por sujeitos em particular, trouxeram consigo uma identidade, uma identidade que é sua, representada, seja pela estética, pelos gostos, pelos seus interesses políticos entre outros mais. Realmente o evento Teia mostrou as caras do Brasil, um Brasil altamente heterogêneo, presente em um único espaço, espaço social, porque significativo.

Em relação a participação do coletivo camaradas, apresentado principalmente dentro do contexto dos movimentos sociais, não está este alheio ao que foi explanado até o momento. Nossa participação e apresentação possuíram caráter identitário político/social, portanto, artístico/cultural. A construção do trabalho (o parangolé gigante), em que tivemos grande participação do público do teia 2010, mostrou desde o início nossa intenção, mostrar que arte é vida e que se faz dentro de contextos sociais, que faz parte do cotidiano das pessoas, que a arte não precisa ser absurdo para ser arte, tem somente que se fazer dentro do que é social, portanto o que é humano.

Foi sem dívida, um trabalho curioso para o público presente, e por isso mesmo tão relevante e chamativo. Junto com a construção do parangolé e as demais intervenções, percebo que o grupo finalmente mostrou seu interesse, mostrou sua cara, para que foi, mostrou o que somos, quem somos, nossa identidade, uma identidade político/social.Todo o processo foi movido por muita emoção, o cortejo, nossa apresentação foi incrível. Foi lindo ver o povo participar junto com a gente, ver tantos fleches, tanto entusiasmo. Não só conseguimos obter o que pretendíamos, fomos além, além do que o povo presente podia esperar.

De fato, foi um trabalho curioso até mesmo para mim, e por isso tenho orgulho de ter feito parte. Podemos dizer agora, que temos uma identidade reconhecida em um espaço de múltiplas identidades, que estivemos, estamos e somos uma teia de uma teia maior de significação humana.

Cícera Andrade,
estudante de Ciências Sociais da Universidade Regional do Cariri e integrante do Coletivo Caamaradas.

escrito em 02 de abril de 2010.

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